Precisa Melhorar

Senhor Tomate – O vilão da cesta básica

Foi-se o tempo da expressão “preço de banana”. A cesta básica em Salvador já estava “pela misericórdia” e agora, com desculpas vindas de lá do Estreito de Ormuz, subiu 7,15%. É uma conta que só economista consegue fechar: um item sobe 30%, outro 25%, outro 10%, e no fim dizem que o reajuste médio é de “apenas” 7,15%.

Mas, deixando a ignorancia estatistica de lado e focando na informação: o tomate está caro, meu povo! Subiu 38,21% só em março, seguido do feijão, com 31,27%. A vida do peão está “barril”, como diria um grande amigo.

Tá pesado

Segundo o DIEESE, um trabalhador que recebe salário mínimo comprometeu 44,16% da sua renda apenas com a cesta básica. Durma com um barulho desses! E olhe que esse valor é calculado para apenas um adulto (ou duas crianças), seguindo as normas nutricionais vigentes.

Se você pensar em uma família com dois adultos e duas crianças — o famoso “lá em casa” — são necessárias três cestas dessas. Ou seja: quem ganha o mínimo e tem esse formato de família vai passar um perrengue pesado.

Qual a Alternativa?

Não comprar é a primeira opção, mas como? Eu até posso dizer que não gosto de salada, mas como explicar a “mainha” que ela vai ter que cozinhar sem tomate e sem feijão? Pois é, tem hora que não tem jeito: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

O jeito é continuar recorrendo à feirinha do bairro e comprar o velho e bom “potinho”. No Centro de Abastecimento de Paripe, o pote está a 3 contos; na Prainha do Lobato e na Feira do Pau, sai a 4 badarós, com 7 ou 8 unidades cada.