Risco da periferia: talento e dedicação fazem de Zote um dos melhores da cidade
Por Afonso Batista
Filho de dona Sônia e do polivalente Valdemário, Zote sempre foi correria. Herdou do pai o talento para a arte. Autodidata, aprendeu o ofício desde muito cedo; entre os passos de hip-hop e a paixão pelo desenho, nasceu o grande talento para “riscar”. A tatuagem se transformou em profissão, e o garoto nascido e criado na Prainha do nosso Lobato já acumula mais de 5 mil riscos.
Referência na área, todos no nosso Subúrbio já o conhecem. Tive o prazer de ser riscado por ele: uma imensa tatuagem de Oxum no braço direito. Além de todo esse talento, o profissional é cuidadoso e criterioso no que tange ao estúdio onde trabalha. Impecável, o local não deixa a desejar: quando o cliente adentra seu espaço de trabalho — situado no primeiro ponto de ônibus depois do viaduto do Lobato, sentido Calçada —, sente-se confortável e bem recebido.
Com ar-condicionado “no talo”, acomodações acolchoadas, uma antessala para acompanhantes e uma “cerva” geladíssima para quem gosta, o ambiente é tudo padrão ouro. Zote prova que o talento da periferia, aliado ao profissionalismo, não tem limites.

