A BOLA PUNE! VASCO E FLAMENGO SENTEM O PESO DO SALTO ALTO
No futebol, soberba não ganha partida, camisa não faz gol e favoritismo não garante classificação. Os argentinos chegaram e deram uma aula de que o jogo só termina quando o juiz apita.
Vasco e Flamengo protagonizaram nesta semana aquilo que o nosso Subúrbio Ferroviário está careca de saber: não se conta com o ovo no fiofó da galinha!
Como costuma dizer Bolinha, o Silva Rocha, hoje na Baiana FM, com sua tradicional resenha esportiva: “O jogo é jogado!”
E é mesmo!
Ninguém ganha uma partida antecipadamente. Essa história de que camisa ganha jogo é uma das maiores invenções dos cronistas esportivos de antigamente, utilizada durante décadas para justificar a hegemonia dos clubes grandes.
Camisa tem história, tradição e torcida. Mas não entra em campo sozinha, não marca adversário, não corre atrás da bola e muito menos faz gol.
O futebol não respeita arrogância. Respeita competência, organização e bola na rede.
Os argentinos de Buenos Aires desembarcaram no Brasil e, em questão de dois dias, transformaram em pesadelo aquilo que os brasileiros imaginavam ser um roteiro de glórias. Foi como se tivessem levado embora, de uma só vez, o planejamento e as expectativas de um ano inteiro.
Agora, Vasco e Flamengo precisam assimilar o golpe, rever escolhas, repensar estratégias e avaliar seus elencos. Porque, no futebol, dinheiro, torcida e tradição podem até colocar um clube entre os favoritos, mas jamais garantem o resultado.
Mas é preciso reconhecer que as situações dos dois clubes são bem diferentes.
O Mengão ainda tem o Campeonato Brasileiro pela frente e já pode olhar para a Libertadores de 2027 com o passaporte praticamente carimbado. A temporada ainda oferece motivos para sonhar e possibilidades de conquistas. O tropeço dói, mas não significa o fim do caminho.
Já o Vasco vive uma realidade bem mais complicada. O Cruz-Maltino precisa praticamente nadar todo o percurso novamente, reorganizar a casa e, antes de pensar em voos mais altos, cuidar para não terminar o ano afundando na tabela. A preocupação com a possibilidade de rebaixamento para a Série B exige atenção redobrada.
E aqui no Subúrbio, onde o baba é levado a sério, a lição é antiga: quem entra em campo achando que já ganhou corre o risco de sair procurando uma desculpa para explicar a derrota.
No fim das contas, vale a sabedoria popular, aquela que atravessa gerações e continua atual:
“A soberba precede a queda.” — Provérbios 16:18.
E, como diria qualquer resenheiro depois de um baba daqueles:
A BOLA PUNE!
Mas, antes de encerrar nossa resenha, fica uma reflexão que vai muito além das quatro linhas.
Vamos lá, Soterosuburbanos! A vida também é uma grande escola, e os exemplos estão por toda parte. Precisamos aprender com eles, reconhecer nossos limites e entender que nenhuma conquista está garantida antes da hora.
Nada de salto alto, soberba ou aquele velho discurso de “já ganhou”. Humildade, respeito e pés no chão nunca fizeram mal a ninguém.
E, desta vez, meus amigos, não estou falando apenas de futebol!
Cabô o Baba | Soterosuburbano — O Subúrbio que dá certo!

